Histórico da Catedral

 

Por decreto de 18 de abril de 1950, Dom Geraldo de Proença Sigaud, Bispo de Jacarezinho, criou em Maringá duas paróquias ao mesmo tempo: Santa Cruz, no “Maringá Velho”, onde já havia a capela construída em 1946, e Santíssima Trindade, no “Maringá Novo”, onde existia apenas a indicação do lugar da futura matriz.

Para a Paróquia Santa Cruz foi designado Pe. Dr. Emil Clemens Scherer, conhecido como Pe. Emílio, que residia na Fazenda São Bonifácio, de sua propriedade, onde ele construíra, em 1940, a Capela São Bonifácio, existente até hoje próximo ao bairro Cidade Alta. De lá ele vinha atender a Paróquia cuja matriz era a igreja Santa Cruz, capela ainda existente no Maringá Velho. Tanto a Capela Santa Cruz (Lei Nº 2.360/88) quanto a São Bonifácio (Lei Nº 3.670/94) foram tombadas ao Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Municipal.

O primeiro pároco da Paróquia Santíssima Trindade foi Pe. Teófilo Carlos Almazán, que chegou em 21 de abril, instalando-se em pequena casa alugada, de madeira, no atual centro da cidade. Celebrava missa nas casas das famílias e promovia quermesses na atual Praça Napoleão Moreira da Silva, visando à construção da matriz. Em 20 de setembro desse ano, celebrou a primeira missa na inacabada igreja de madeira. A Companhia Melhoramentos Norte do Paraná construiu em alvenaria a casa paroquial ali onde hoje se encontra a Cúria Metropolitana. A paróquia ficou com o encargo de saldar a dívida, em prestações mensais, durante sete anos. Almazán mudou-se para a nova casa em 4 de março de 1951. Aos 30 de setembro do mesmo ano, ele foi transferido para Cambará.

Pe. João Janssen, novo pároco, foi nomeado em 2 de outubro. Dia seguinte (3/10/1951), o bispo suprimiu a Paróquia Santa Cruz, anexando-a, como capela, à Paróquia Santíssima Trindade. Maringá ficou com uma única paróquia. Por causa da extensão territorial Janssen recebeu, no decorrer dos anos, a ajuda de vários padres cooperadores, nem todos do clero diocesano.

Por ato de 5 de agosto de 1952, Dom Sigaud concedeu à Paróquia Santíssima Trindade sua nova padroeira, Nossa Senhora da Glória. Estabeleceu 15 de agosto como dia da sua celebração festiva anual.

Em 14 de agosto de 1954 foi criada a Paróquia de São José Operário, mas só no ano seguinte, em 11 de setembro, é que ela passou ao cuidado dos padres jesuítas. Ainda assim, a Paróquia Nossa Senhora da Glória contava com grande população e extenso território. No dia 20 de novembro de 1955, o bispo diocesano entregou-a ao cuidado pastoral dos padres palotinos. Quando da posse de Dom Jaime Luiz Coelho, primeiro bispo de Maringá, em 24 de março de 1957, o pároco era Pe. Germano José Mayer SAC. Coube-lhe cuidar da mudança da matriz de Nossa Senhora da Glória para igreja catedral da nova Diocese. Na festa da Padroeira de 1960, Pe. Germano entregou a Catedral, que voltou ao cuidado pastoral do clero diocesano.

A partir de setembro de 1960, a Catedral de Maringá teve como curas os seguintes sacerdotes: João Philippi, Benedito Vieira Telles, Sidney Luiz Zanettini, Antônio Alczuk, Júlio Antônio da Silva, Antônio de Pádua Almeida e Virgílio Cabral dos Santos. Destes, coube a Zanettini o curato mais longo (17 anos), que coincidiu com o período final da construção do templo monumental. Desde 1950, o número de padres colaboradores temporários na paróquia da Catedral passa de três dúzias.

Antes do Concílio Vaticano 2º (1962-1965) o trabalho de evangelização na Paróquia da Catedral seguia o roteiro de então. Contava com Congregação Mariana, Pia União das Filhas de Maria, Apostolado da Oração, Irmãos do SSmo. Sacramento, Cruzada Eucarística Infantil, Coroinhas, Coral, além de um núcleo da JEC (Juventude Estudantil Católica).

Dom Jaime Luiz Coelho imaginou para Maringá uma catedral imponente, que substituísse a acanhada construção de madeira que encontrou. Encomendou ao arquiteto José Augusto Bellucci, de São Paulo, um projeto totalmente original que, ainda hoje, surpreende quem visita a cidade. A construção teve início em julho de 1959 e foi dada por concluída em 10 de maio de 1972.

Em 7 de janeiro de 1973, com a retirada da primeira telha, houve a demolição simbólica da velha catedral de madeira. O material aproveitável foi utilizado na construção de casas do Núcleo Social Papa João XXIII, projeto de desfavelamento promovido pela Arquidiocese. A bela peroba rosa original pode ainda ser vista nos móveis da capela do Centro de Formação Bom Pastor, da Arquidiocese.

Dada a limitação tecnológica do tempo em que foi edificado, o imponente edifício da Catedral começou a apresentar deteriorações que exigiram providências dos últimos párocos. Pe. Virgílio Cabral dos Santos, em especial, vem, há cinco anos, revendo toda a estrutura, cuidando do revestimento e da recuperação de eventuais danos causados pelo tempo.

Quanto ao trabalho de evangelização, atualmente a Catedral de Maringá conta com conselhos, agentes pastorais, pastorais, movimentos e grupos. Resumidamente:

Conselhos: CPP (Conselho Paroquial de Pastoral) e CAE (Conselho de Assuntos Econômicos).

Agentes pastorais: Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística, Grupos de Reflexão, Setor Família (inclui Pastoral Familiar, Pré-matrimonial, Casos Especiais e Famílias Restauradas), Catequese (inclui Dominguinho, Catequese Infantil, dos Adolescentes e com Adultos), Liturgia (inclui Formação de Agentes e Canto Litúrgico).

Pastorais: Pastoral Social, Promoção Humana, Pastoral do Dízimo, Pastoral da Escuta, Pastoral da Saúde, Projeto Mais Vida, Projeto Vida Nova.

Movimentos: Cursilho de Cristandade, Sociedade S. Vicente de Paulo, Apostolado da Oração, Renovação Carismática Católica, Mãe Peregrina, Oficinas de Oração e Vida, Divina Misericórdia, Projeto Vinde e Vede.

Grupos de Oração: Raio de Luz, Deus é Amor, Arca da Aliança, Trono de Deus, e Leão de Judá.

                                                                         Pe. Antônio de Pádua Almeida
Pe. Geraldo Schneider
Pe. Orivaldo Robles
Pe. Virgilio Cabral dos Santos